Retrospectiva Star Trek: Star Trek: O Primeiro Contacto

No ano em que Star Trek celebra o 50º aniversário e com a chegada a Portugal em Agosto de Star Trek: Além do Universo, o terceiro capítulo após o renascimento da outra saga espacial pelas mãos de J.J. Abrams, faço uma retrospectiva pelas onze longas-metragens produzidas entre 1979 e 2013.

Star Trek: O Primeiro Contacto (Star Trek: First Contact), 1996, dir. Jonathan Frakes

Ninguém está mais admirado do que eu próprio com a minha reação a esta retrospectiva Star Trek. Nunca fui um fã dedicado mas não me recusava a ver um dos filmes, se estivesse a dar na televisão, ou um ou outro episódio das séries televisivas - mais a Next Generation e a Voyager, porque a série original não me lembro de ver exibida e o Deep Space Nine, sabe-se lá porquê.

Um dos elementos de espanto é a minha reacção aos dois filmes, até agora, da nova geração. De uma forma geral foram experiências mais satisfatórias do que que as aventuras da tripulação original, com a excepção de Star Trek II: A Ira de Khan. Acredito que prefiro a companhia, perdoem-me os fãs, do Jean-Luc Picard do que do Capitão Kirk. Patrick Stewart tem uma nobreza mais acessível e relacionável do que William Shatner alguma vez teve - Shatner sabotava-se muitas vezes do alto do seu ego e arrogância.

É verdade que Star Trek: O Primeiro Contacto sofre de alguns soluços narrativos, nomeadamente o uso da viagem no tempo, mais uma vez, como dispositivo de enquadramento para a história. Mas a introdução dos Borg como vilões oferece, não só um antagonista aparentemente imparável, de contornos Orwellianos, como permite nitidamente explorar elementos semeados na série que tornam a batalha de Picard pessoal e de uma complexidade invulgar na saga cinematográfica.

Visualmente mais sofisticado do que os filmes anteriores, com efeitos especiais competentes, O Primeiro Contacto tem momentos de entretenimento, com várias cenas de acção bem filmadas e encenadas, e boas prestações do resto do elenco, nomeadamemente Brent Spiner no papel de Data, Alice Krige, no papel da rainha Borg, e o estimável James Cromwell no papel de Zefram Cochran, o relutante herói que, sem saber, molda o futuro da humanidade com a sua invenção.

Um bom filme para qualquer fã de ficção-científica e, tal como Star Trek II: A Ira de Khan é a referência cinematográfica para a tripulação original da Enterprise, também Star Trek: O Primeiro Contacto é a referência para a nova geração.

Warp 7/10

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