Masters of Horror - Dance of the Dead

Entre 2005 e 2007 Mick Garris reuniu alguns nomes de peso do terror na série de antologia Masters of Horror. Constituída por episódios de cerca de uma hora viu alguns dos seus títulos a estrearem comercialmente no cinema em alguns mercados. Nos próximos meses vou partilhar aqui a minha opinião sobre cada um destes filmes.

Dance of the Dead, 2005, dir. Tobe Hooper

Dance of the Dead marca o reencontro de Tobe Hooper, realizador de Massacre no Texas e Poltergeist, O Fenómeno, com Robert Englund, o famoso Freddy Krueger e protagonista do filme daquele de 1995 A Máquina Mortífera. Aqui o seu papel é relativamente secundário, como o animador de uma discoteca anárquica que, numa sociedade pós-apocalíptica, entretém os seus clientes com um espectáculo macabro de dança protagonizada por mortos-vivos. A história foca-se em Peggy, uma adolescente inocente que se vê atraída por um rapaz pertencente a um gangue que lhe promete mostrar o mundo e abrir os horizontes.

O argumento é de Richard Christian Matheson adaptando um conto do seu pai Richard Matheson, escritor celebrizado pelo livro Eu Sou A Lenda. Infelizmente os seus problemas começam na escrita, desajeitada na forma como revela a informação, através de boletins noticiosos ou constrangedores diálogos de exposição, e estereotipada na forma como usa a estética heavy-metal como símbolo do pior que a natureza humana tem para oferecer. Um elemento curioso é a composição da banda sonora por Billy Corgan, mentor da banda Smashing Pumpkins, que providencia a música pesada que acompanha o estilo MTV ultrapassado que Hooper utiliza para veicular uma certa sensação de trip existencialista, deitando a perder uma premissa interessante no que se revela no final ser um exercício banal.

Artigos relacionados: [1], [2]