Star Wars: O Império Contra-Ataca

No mês em que estreia o sétimo capítulo da saga Star Wars vou deixar aqui uma retrospectiva sobre a minha relação de 32 anos com esta saga. Hoje escrevo sobre O Império Contra-Ataca, o capítulo que definiu o sucesso da saga.

O Império Contra-Ataca (Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back), 1981, dir. Irvin Kershner

Finalmente, à terceira, a peça do puzzle que faltava. Quem tem acompanhado estes artigos sabe a esta altura que O Império Contra-Ataca foi o último filme da trilogia original que vi. É aqui que o template esboçado no filme original é aprofundado com o desenvolvimento das personagens e das suas relações na construção de um épico edipiano onde a luta entre o bem e o mal à larga escala é traduzida numa batalha pessoal e familiar onde os pecados dos pais lançam uma sombra sobre os filhos, as suas opções, as suas escolhas e, subsequentemente, o seu destino.

O Império Contra-Ataca introduz também a icónica personagem Yoda, o guerreiro guru, um dos últimos vestígios da grandeza dos guerreiros Jedi, que irá contrariadamentetreinar Luke. Yoda é uma criação inspirada que ajudou Star Wars a tornar-se um fenómeno cultural e a instalar-se no consciente colectivo tornando-se numa figura universal, símbolo de sabedoria, inteligência e iluminação.

Outro factor importante para o sucesso do filme é o romance à flor da pele entre os antagonistas Han Solo e princesa Leia, dramaticamente acelerado e interrompido ao mesmo tempo pela traição de Lando Calrissianm na famosa cena do congelamento em carbonite.

O Império Contra-Ataca é tão icónico que se tornou na referência para todos os segundos capítulos de qualquer trilogia. Mais adulto, um pouco mais negro, elevando dramaticamente a parada, obrigando o espectador a conhecer o contexto do primeiro, A Guerra das Estrelas, e deixando-o em pulgas para a conclusão, O Regresso de Jedi.

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