Retrospectiva M:I - Missão Impossível: Nação Secreta

Depois de colaborarem em Valquíria, No Limite do Amanhã e Jack Reacher, Tom Cruise volta a confiar em Christopher McQuarrie, desta vez para o quinto capítulo da consistente saga M:I.

Missão Impossível: Nação Secreta (Mission: Impossible - Rogue Nation), 2015, dir. Christopher McQuarrie

Christopher McQuarrie, habitual colaborador de Bryan Singer - escreveu o aclamado Os Suspeitos do Costume - aceitou o convite de Tom Cruise, enquanto filmavam Jack Reacher, para ser o timoneiro do quinto capítulo da série Missão Impossível. Com McQuarrie responsável também pelo argumento, normalmente o calcanhar de Aquiles de alguns dos capítulos, esta aposta resultou numa sólida entrada neste franchise.

No ano em que James Bond pariu um rato com Spectre, Missão Impossível: Nação Secreta antecipou-se a Bond não só na data de estreia como em emoção e relevância. Também aqui há uma sociedade secreta responsável por ameaças mundiais, com o IMF também a ser questionado no que respeita a métodos e pertinência face aos desafios do século XXI. Mas o que em Spectre serviu como um regresso ao cânone que parecia ter ficado no passado aqui a premissa é a base para uma fita de acção desempoeirada e moderna onde a suspensão da descrença não exige grande esforço e, onde a adição de Rebecca Ferguson, como Ilsa Faust, a um elenco de caras conhecidas nos deixa optimistas em relação ao futuro da série.

Sabendo que faz parte do caderno de encargos desta saga um stunt da sua estrela, Nação Secreta tem a ousadia de nos acenar com ela nos trailers e nos posters para depois a despachar no 1º acto. O surpreendente é que o resto do filme cumpre e fornece sequências à altura de qualquer melhor momento da série, sendo as sequências da ópera e da perseguição de motos exemplos disso mesmo.

É caso raro mas Missão Impossível continua em alta ao fim de cinco capítulos. Esperemos que Tom Cruise continue a curar este franchise com o cuidado que tem revelado e que continue a aceitar missões desta qualidade.