“O Homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar.”
Faz hoje 38 anos que Charlie Chaplin partiu. A sua obra e o seu génio existirão para sempre, apesar da sua carreira se confundir com os primeiros passos do cinema, na era do mudo.
Quem não conhece a sua personagem do Vagabundo, também conhecida entre nós como Charlot? Um pobretanas com as maneiras e dignidade de um cavalheiro com o coração na manga do casaco, sempre pronto a ajudar quem precisa, muitas vezes com sacrifício pessoal, e a cortejar uma senhora, sonhando com o amor independentemente de classe social.
Os seus filmes transpiravam sentimentalismo e pathos, já na era dos filmes sonoros, resistindo à conversão, assinou obras-primas de sátira social e política ainda com ressonância nos dias que correm, tal o universalismo das suas observações.
Nem sempre bem tratado, perseguido pela caça às bruxas de McCarthy na febre anti-comunista nos EUA viria a refugiar-se na Europa. Planeava filmar The Freak onde a sua filha, Victoria interpretaria um anjo, projecto que nunca teria oportunidade de concluir. Faleceu no dia de Natal de 1977, aos 88 anos de idade.




Neste episódio espontâneo do Segundo Take, recebo Hugo Gomes (Bola Preta), Rui Alves de Sousa (Imperdoável) e Tiago Laranjo (Na Gaveta) para a elaboração dos 10 melhores filmes de Joel Schumacher em formato de “colaboração competitiva".