Retrospectiva James Bond [1973-1974]

E com a década de 70 James Bond ganhou nova cara. Roger Moore, que viria a ser o Bond definitivo para uma nova geração mas uma escolha polémica para os mais puristas.

007 - Vive e Deixa Morrer, (Live and Let Die), 1973, dir. Guy Hamilton

007 - Vive e Deixa Morrer apresenta Roger Moore como um James Bond mais descontraído, mais refinado e, para o bem e para o mal, mais bem humorado. É um produto do seu tempo, capitalizando no sucesso do blaxpoitation da altura mas um Bond bem doseado entre narrativa, humor, cenas de acção e gadgets, conseguindo uma fina linha entre o exagerado e o ridículo.

Jane Seymour e Yaphet Kotto complementam um elenco competente e nem Clifton James, no papel de comic relief Sheriff Pepper, descarrila a impressionante perseguição terra-água que é a peça central do filme.

7/10 martinis


007 - O Homem da Pistola Dourada (The Man With The Golden Gun), 1974, dir. Guy Hamilton

007 - O Homem da Pistola Dourada foi o filme que representou o maior gap entre a recordação que tinha dos filmes da série e a percepção com que fiquei com a mais recente visualização. Ao contrário do que me lembrava este é um dos mais fracos James Bond e é um tropeção enorme no legado do Roger Moore logo à segunda tentativa. 

Entre cenas de acção inconsequentes e utilização completamente gratuita do Sheriff Pepper do filme anterior, bem como uma tentativa falhada de capitalizar na popularidade do Kung-Fu da altura, com o Roger Moore completamente fora do seu elemento a dar conta de uma legião de karatecas altamente treinados, nem o veterano Christopher Lee consegue salvar este filme da irrelevância.

4/10 martinis