Mad Max: Estrada da Fúria

Este é um texto editado e revisto do original escrito a 17/05/2015 para o episódio 104 do podcast Fãs Danados.

Mad Max: Estrada da Fúria

Mad Max de 1979 é um filme de Ozploitation (o chavão para filmes de exploitation originários da Austrália) com baixo orçamento e um actor desconhecido no principal papel. Apesar das limitações de orçamento as suas sequências de acção tornaram-se icónicas e catapultaram Mel Gibson para as bocas do mundo.

Com Mad Max 2 (The Road Warrior nos EUA por causa da fraca penetração do original neste mercado), o segundo filme desta saga estreado em 1981 definiu-se o visual do resto da saga, bem como de praticamente todos os filmes com cenário pós-apocalíptico que se seguiram. Aumentando a parada no que respeita à ação em quatro e duas rodas, Mad Max 2 é, ainda hoje em dia, considerado um clássico da acção da era pré-digital.

Em 1985 houve mais uma sequela onde a violência e o escalão etário foram reduzidos (em Portugal foi inclusivamente um filme para M/6 anos) e onde a presença de uma vedeta pop - Tina Turner - bem como o aproveitamento de um guião que nasceu como um filme sem ligação ao Mad Max contribuíram para um filme menos excitante e algo decepcionante. 

Vinte anos depois nada nos preparava para a obra-prima de acção que é Mad Max: Estrada de Fúria. Um espectáculo de coreografia visual, económico de narrativa, intenso e tocante, consegue a proeza de introduzir uma personagem feminina de antologia, Imperator Furiosa, que ombreia com Max no protagonismo principal e que nos deixa ansiosos por mais sequelas, spin-offs ou qualquer coisa que habite este universo.

Colecção 'Ficção Científica' da Europa-América